O Programa contará com uma área de concentração, Oceanografia, que terá como foco a investigação dos sistemas, processos e fenômenos do meio marinho, e duas linhas de pesquisa: Dinâmica e Gestão de Sistemas Costeiros e Dinâmica e Gestão de Sistemas Oceânicos. Os principais objetivos são formar e aprimorar professores, pesquisadores e profissionais – tornando-os capazes de atender as necessidades nacionais –, fomentar o desenvolvimento da pesquisa científica e fortalecer as áreas de estudo já existentes na UFSC.
Segundo Klein, a fundação do programa acontece em momento favorável, por conta de ações governamentais como o Plano Setorial para os Recursos do Mar (PSRM) e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC); ele também destaca a limitada oferta de cursos do gênero na região Sul e a demanda gerada para a Universidade, que, apesar de situada em local privilegiado – na Ilha de Santa Catarina –, ainda mantém uma postura tímida em relação à exploração da vocação marítima natural do estado. “Temos convicção de que a criação do curso de Pós-Graduação em Oceanografia representará um passo importante para que a UFSC assuma, também na área marinha, o papel de liderança que já possui em tantas outras áreas”.
A oceanógrafa Bruna Queiroz, formada na primeira turma do curso de graduação da UFSC, em 2012, considera a especialização em sua profissão importante, pois a formação universitária pode ser muito ampla. “A especialização por meio dos cursos de pós-graduação é quase inevitável para um oceanógrafo, sobretudo para quem deseja seguir a carreira acadêmica e ser pesquisador ou professor – profissões em que os títulos de mestrado e doutorado são pré-requisitos.” Além disso, ela também ressalta os benefícios de uma formação completa. “Apesar de o curso de Oceanografia por si só ser multidisciplinar, pois abrange aspectos geológicos, biológicos, físicos e químicos dos oceanos, algumas universidades acabam focando em uma ou duas áreas; a UFSC não, minha formação foi bem completa nas quatro grandes áreas.”
Marina Bousfield, da 9ª fase do curso, também cita a multidisciplinaridade e a ligação entre as áreas estudadas. “Ainda há mudanças no currículo, professores têm sido contratados, mas o curso anda muito bem, com profissionais de altíssimo nível e dedicação”. Além da parte teórica, os alunos também precisam cumprir cem horas de embarque em navio oceanográfico para ter contato prático com a pesquisa. A estudante acrescenta que o veleiro que está sendo construído para o curso por estudantes e professores de Engenharia Mecânica da Universidade, com término previsto para o fim deste ano, trará a oportunidade de ampliar o trabalho de campo, o que permitirá ao aluno uma prática maior ao exercer a profissão de oceanógrafo.
Além das horas embarcadas, os alunos também podem exercer a profissão na prática – orientados por professores – por intermédio da Tétis, Empresa Júnior do curso, que realiza serviços relacionados aos ambientes marinhos e costeiros. Brenda Uliano, aluna da 5ª fase e presidente da Tétis, conta que, desde sua fundação, em 2009, a empresa já ofereceu alguns cursos e palestras aos estudantes de Oceanografia e participou do projeto “Um mundo à Beira Mar”, que busca proporcionar aos professores do ensino fundamental de Florianópolis uma introdução à ecologia de ecossistemas costeiros por meio do uso de tecnologias de ensino a distância.
Agecom / Diretoria-Geral de Comunicação/ UFSC