Caroline fez 7 entrevistas presenciais e aplicou 15 questionários em funcionários envolvidos com o processo orçamentário da instituição. Na primeira etapa,
Caroline se debruçou sobre a construção do orçamento do banco. A partir de entrevistas e questionários, ela identificou as informações importantes para cada etapa do processo, que envolve ações como a previsão de gastos e as metas de receita da instituição.
A partir daí a pesquisadora distribuiu as respostas em 5 categorias de informação e 5 de conhecimento. No primeiro grupo ficaram: informações internas e externas para elaboração do orçamento, valores fornecidos pelos gestores, valores apurados internamente e informação para a aprovação do orçamento. O segundo integrou os conceitos relacionados a item orçamentário, processo orçamentário, programas e processos informatizados, conhecimentos de controladoria e conhecimentos inerentes ao processo orçamentário.
REDE SOCIAL – Na etapa seguinte, outros 15 funcionários listaram nos questionários todas as pessoas da instituição com quem trocavam informações em cada uma das categorias. “A partir dos dados sobre de quem as pessoas recebiam as informações e para quem passavam conseguimos montar um diagrama das vias que esses dados percorriam na instituição”, conta Caroline.
“Percebemos que algumas pessoas eram apontadas muitas vezes nas listas, o que mostrava uma concentração muito grande da informação e do conhecimento”, afirma Caroline. A pesquisadora esclarece, contudo, que os atores que concentram as informações não estavam necessariamente em uma hierarquia superior.
Segundo Caroline, o resultado mostra um fator de risco para o banco. Para a pesquisadora as dificuldades podem ser superadas por meio de uma política de treinamento dos funcionários, uma melhor divulgação de informações internas e acesso a documentos, além de um monitoramento constante da empresa da forma como seus funcionários trocam informações.
A pesquisa mostrou, por outro lado, que a maior distância entre dois atores da rede é de apenas quatro pessoas. Em outras palavras, isso significa que a informação não precisa percorrer um caminho longo para chegar ao seu destino. “É um ponto positivo para a instituição, pois mostra que ela está bastante conectada e as trocas de informações são intensas”, conta Caroline.
UnB Agência