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unb_logoA construção da primeira etapa do Parque Tecnológico da Universidade de Brasília deve começar em agosto de 2011. A obra do prédio que abrigará o Centro de Biotecnologia, com 5.150m², divididos em cinco pavimentos, será licitada em março, segundo cronograma do Centro de Planejamento Oscar Niemeyer (Ceplan/UnB). “A previsão é de que as obras iniciem em julho ou agosto do próximo ano”, afirma Fátima Pires. Os professores Fernando Araripe, Lídia de Moraes e Maria Sueli Felipe, do Instituto de Biologia, estimam que o centro deve começar a funcionar em 2013. “Ainda não compramos equipamentos porque não temos onde armazenar. É urgente que o local fique pronto logo”, comenta Araripe.
O centro vai trabalhar com saúde animal e humana, na área de biofármaco, e com energia, na área de biocombustíveis. O objetivo é gerar produtos que possam chegar ao mercado. Araripe explica que o centro vai suprir a carência no Centro-Oeste de laboratórios certificados para escalonar produtos. “Essa infraestrutura é deficiente no Brasil e principalmente na nossa região.” A ideia é que o laboratório consiga demonstrar que o produto pode ser produzido em grande escala.

“As empresas, muitas vezes, se interessam pelo resultado das pesquisas feitas nos laboratórios, mas querem saber se isso vai funcionar para o mercado”, explica a professora Maria Sueli Felipe, do Instituto de Biologia, atualmente cedida ao Ministério de Ciência e Tecnologia. “Nós forneceremos dados para provar que é viável produzir determinado produto em escala industrial”, completa.

Lídia conta que, com a inauguração do centro, será possível multiplicar a produção de biofármaco em 150 vezes. “Já perdemos muitos negócios com empresas porque não tínhamos como provar que era um bom negócio investir no produto desenvolvido aqui. Geralmente, nossas pesquisas terminam na bancada do laboratório”, revela.

O Centro de Biotecnologia vai facilitar o trabalho do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT), que enfrenta os mesmos problemas dos pesquisadores. “Nós conseguimos desenvolver o produto em laboratório, mas as empresas demandam por laboratórios certificados que consigam escalonar”, explica Higor Santana, gerente de Desenvolvimento Empresarial do CDT. “Com o centro, conseguiremos resolver isso e fechar mais negócios”, completa.

INFRAESTRUTURA – Os R$ 8 milhões destinados à construção do centro pelo Ministério de Ciência e Tecnologia não serão suficientes para toda a obra. Araripe estima que devem faltar ainda mais R$ 2 milhões para a etapa final de acabamento do prédio. “Penso que com R$ 20 milhões teremos o prédio pronto e os equipamentos comprados”, diz.

Para a compra de equipamentos, os professores garantiram, por meio de editais de fomento à pesquisa, cerca de R$ 3 milhões. Eles acreditam que ainda faltam R$ 7 milhões. A planta piloto deve custar aproximadamente R$ 1 milhão. É justamente esse conjunto de máquinas que vai aumentar a produção de biofármacos.

O prédio será construído entre o CDT e o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe). Um único hall de entrada garante a segurança e o controle de usuários do local. Os cinco pavimentos foram divididos em subsolo, térreo, primeiro, segundo e terceiro andares e cobertura. O subsolo comporta uma sala de preparo de soluções e meios de cultura, uma sala de lavagem e esterilização de material biológico, um local para cultivo de microorganismos, e uma sala para monitoramento e controle da planta piloto.

UnB Agência